quarta-feira, 8 de setembro de 2010

usinas no Tapajós e no Teles Pires selará a destruição da Amazônia, diz pesquisadora

Além da construção das usinas do rio Madeira, em Rondônia, e de começar o processo de implementação da usina de Belo Monte, no Pará, o governo mira mais dois mega-projetos na Amazônia, as usinas dos rios Teles Pires (MT) e Tapajós (PA).




Para analisar os impactos destes dois novos projetos do governo, foi realizado, entre os dias 25 a 27 de agosto na cidade de Itaituba (Pará), o 1º Encontro dos Povos e Comunidades atingidas por projetos de infra-estrutura nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós - Teles Pires e Xingu.


O Amazonia.org.br conversou com Telma Monteiro, coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, para entender mais sobre o evento e os impactos desses projetos. Segundo ela, o encontro foi fundamental para que aqueles que serão atingidos pelos impactos das usinas saibam como proceder para evitar a construção das obras.

"Ficou evidente a necessidade de informações que as pessoas têm. As pessoas que vivem próximas aos rios Xingu (PA) e Madeira (RO) já estão mais informadas, vivendo esse processo. Mas as pessoas que vivem próximas ao Tapajós (PA) e ao rio Teles Pires (PA) ainda não têm as informações necessárias para se mobilizarem", disse.

Na opinião de Telma, no caso do Tapajós e Teles Pires, "as conseqüências serão tão graves, que selarão a destruição da Amazônia. [A construção das usinas] é a pá de cal sobre a destruição da Amazônia".


Amazonia.org.br - Como foi o evento?

Telma Monteiro - Foi uma surpresa muito boa, porque havia 600 participantes, entre lideranças indígenas do Mato Grosso, Rondônia e Pará. Entre eles, os líderes dos Mundu Uruku, que raramente participam de um movimento. Essas lideranças foram em peso e ocuparam o centro de eventos de Itaituba, local onde foi realizado o encontro.

Tivemos, no primeiro dia, apresentações de especialistas e pessoas ligadas a movimentos. No final do dia houve a abertura do evento, na beirada do rio Tapajós.

No segundo dia, desde cedo, tivemos as mesas, os questionamentos da plenária. Na parte da tarde, houve os grupos de trabalho, com as oficinas. No terceiro dia, foi feita uma panfletagem na cidade com os resultados e reivindicações dos movimentos dos povos indígenas e etnias preocupados com as mega-obras na Amazônia.

Depois houve a caminhada em favor da vida, que foi muito emocionante. Mais de 600 pessoas participaram, carregando dezenas de faixas. Todos participaram da caminhada, os indígenas, movimentos sociais, representantes de quilombolas, agricultores.

A passeata parou a cidade. Percebeu-se que as pessoas queriam saber o que estava acontecendo. Muitos se solidarizaram.

Em todo o encontro, ficou evidente a necessidade de informações que as pessoas têm. As pessoas que vivem próximas aos rios Xingu (PA) e Madeira (RO) já estão mais informadas, vivendo esse processo. Mas as pessoas que vivem próximas ao Tapajós (PA) e ao rio Teles Pires (PA) ainda não têm as informações necessárias para se mobilizarem.

Nesse aspecto, o evento foi de extrema importância, porque foi clara a percepção de que eles ficaram muito atentos às informações que nós estávamos dando.



Amazonia.org.br - Qual foi a sua participação?

Telma - Eu participei de uma mesa junto com um procurador do Pará, Felício Pontes. Ele falou sobre a inconsistência das ações da usina de Belo Monte e eu contrapunha e mostrava as similaridades e inconsistência das ações das hidrelétricas do rio Madeira.

Conseguimos mostrar a todos que a história se repete e que a forma do governo atuar é a mesma. Eles usam os mesmos artifícios, só que sendo mais criativos.

No caso do rio Madeira, o governo disse que as hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio eram com fio d´água e por isso não teriam impactos. No caso da usina do Xingu, o governo disse que seria sazonal e não teria impacto e, agora, no Tapajós, ele diz que será uma hidrelétrica de plataformas.

Na verdade eles criam os mesmos impactos, as mesmas dificuldades, criam os mesmos artifícios, mas mudam a denominação.

Amazonia.org.br - Como foi a participação do público?

Telma - É impressionante a necessidade de informação que as pessoas que participaram do evento tiveram. Houve filas para pegar o microfone para fazer as perguntas. Eles queriam saber quais os instrumentos, quais as ferramentas que eles dispunham para lutar contra isso, se o Ministério Público estava do lado deles, quais pessoas poderiam ajudar com mais informações sobre a forma de como seriam abordados pelos consórcios. Tudo isso era objeto de questionamento. Queriam saber o que fariam quando chegassem os interessados na construção.

Queríamos mostrar a eles todas as ferramentas que eles dispunham para lutar contra isso. Como, por exemplo, o caso da representação, que eles poderiam escrever essa representação e que se ela fosse assinada por 50 pessoas ou por uma associação de bairro, quilombolas, pescadoras - não importando a forma como foi feita - e levada ao MP, este tomaria as devidas providências no sentido de apurar o caso.

Um indígena perguntou como se poderia chegar a fazer essa denúncia nas instancias internacionais. A gente explicou o caso das comissões da OEA [Organização dos Estados Americanos] e da ONU [Organização das Nações Unidas], que existem para receber essas denúncias ligadas aos direitos humanos.

Houve indígenas que disseram que só iriam permitir a entrada dessas pessoas [interessados na obra] se eles fossem mortos. "Só saímos daqui mortos", disseram.

Amazonia.org.br - No caso das usinas planejadas nos rios Tapajós e Teles Pires, há alguma diferença, com relação aos impactos, às barragens do Xingu e Belo Monte?

Telma - Os impactos são os mesmos. Elas vão criar os mesmos problemas.

No caso do complexo do Tapajós há algo diferente. Há cinco hidrelétricas planejadas, que se conectam com as hidrelétricas planejadas no Telles Pires. Tudo isso junto pode criar uma hecatombe ambiental na região, com sérias conseqüências com relação à extinção de espécies de peixes.

No caso do Tapajós, a construção afetará diretamente 99 cachoeiras. A impressão que eu tenho é a seguinte: as usinas do Madeira trarão um grande impacto para a Amazônia e nós não vamos estar aqui para ver as consequências disso isso. Se fizerem Belo Monte, nós não teremos nem como mensurar os problemas que teremos, até pelo projeto que é absurdo. No caso do Tapajós, se juntarmos com Teles Pires - já que esses dois se juntam (o Teles Pires é o maior afluente do Tapajós, ele forma o Tapajós junto com o Juruena), a consequência será tão grave que selará a destruição da Amazônia. É a pá de cal sobre a destruição da Amazônia.

Amazonia.org.br - Diante desse contexto e com base nos resultados do evento, quais são os próximos passos?

Telma - Está se formando um novo grupo de especialistas para se estudar as análises dos processos do Tapajós e Teles Pires.

Ficou clara também a necessidade de se realizar encontros como esse na região do Teles Pires. Já estão sendo planejados mais dois ou três eventos para se discutir o tema nas localidades que vão sofrer e já estão sofrendo, não ainda com a construção, mas com o próprio anúncio das obras.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Turismo de observação de baleias pode render US$ 3 bilhões por ano

Potencial de geração de empregos em todo o mundo chega a 24 mil vagas.
Em 2009, 13 milhões observaram os grandes cetáceos, gerando US$ 2 bi.



Para os países que não as caçam, as baleias que chegam ao seu litoral têm um valor que não se mede em toneladas de carne, mas em milhões de turistas e bilhões de dólares.


No ano passado, mais de 13 milhões de pessoas observaram baleias em 119 países, gerando US$ 2 bilhões, segundo cálculos do ministro australiano da Ecologia, Peter Garret, informados à Comissão Baleeira Internacional (CBI) reunida em Agadir (sudoeste do Marrocos) até esta sexta-feira (25).
A CBI, fundada em 1946 para regular a caça às baleias, é a entidade que administra as populações desses grandes cetáceos.
Há 14 anos, a CBI criou um grupo de trabalho científico dedicado à observação de baleias ("whale watching"), atividade turística em plena expansão que permite admirar as gigantes dos mares a bordo de um barco.
Segundo o primeiro estudo sobre o tema, elaborado pelo Fisheries Center da Universidade da Columbia Britânica (Canadá), a observação de baleias - chamada pela CBI de "exploração não letal das baleias" - poderia render US$ 3 bilhões ao ano e gerar 24 mil empregos no mundo.
A América Latina é muito ativa na CBI: a observação de baleias, em ascensão de mais de 11% ao ano desde o fim dos anos 1990, três vezes mais que a média mundial, representa um negócio de US$ 278 milhões que atrai um milhão e meio de pessoas.
"Na Península Valdés [Patagônia argentina], mais de 200 mil turistas vêm ver as baleias entre junho e dezembro", contou Roxana Schteinbarg, diretora do Instituto de Conservação de Baleias. "Não há necessidade de matá-las para tirar proveito delas."
A maioria dos países da região - acrescentou - adotaram regras de observação. Para se fazer ouvir, uma centena de operadoras latino-americanas e caribenhas apresentaram, por iniciativa da Argentina, uma declaração ante a CBI reivindicando a manutenção da moratória para a caça comercial, o respeito dos santuários baleeiros e a criação de um novo santuário no Atlântico Sul.
A Nova Zelândia, de onde se zarpa para ver as baleias azuis e cachalotes, "fatura mais de US$ 80 milhões" com a atividade, disse Karena Lyons, membro da delegação. "Isso garante ganho máximo para as comunidades locais e um impacto mínimo para as baleias."
A CBI deu sua autorização para um plano estratégico quinquenal sobre a observação das baleias, cujo objetivo será enquadrar o desenvolvimento dessa atividade e reduzir os impactos sobre os cetáceos.

IBGE: 15% da floresta amazônica já foi desmatada

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do Brasil no ano de 2010. Segundo a publicação, o desmatamento total da floresta amazônica já atingiu 14,6%. "A área total desflorestada da Amazônia, que até 1991 era de 8,4% (426.400 km²), chegou a 14,6% (739.928 km²) em 2009".




A situação mais crítica é do bioma Mata Atlântica, com 133 km2 de área remanescente, menos de 10% da área original. O cerrado também sofre com desmatamento, e perdeu praticamente a metade de sua cobertura florestal.


O IDS também indica que o desmatamento e queimadas contribuíram com 57% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. No período de 2000 a 2005, o Brasil emitiu um total de 2,2 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.




Apesar de alguns dados alarmantes, o IDS mostra também avanços na área ambiental. Segundo o IBGE, o Brasil destina hoje 750 mil km2 a Unidades de Conservação (UC) federal, o que representa 9% do território brasileiro. Entre os biomas brasileiros, a Amazônia é a mais protegida, já que áreas protegidas representam 17% da região.

Os indicadores de dimensão social também mostram melhora. Segundo o IBGE, caiu a mortalidade infantil e o número de internações por doenças ligadas ao saneamento ambiental inadequado, e aumentou a expectativa de vida do brasileiro.

Mas desigualdades persistem no Brasil. O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, está em 0,531 (ano de 2008). Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade. Outro dado alarmante é que 43% dos domicílios brasileiros não são adequados para moradia.

Indicadores de Desenvolvimento Sustentável - Brasil 2010
www.amazonia.org.br

domingo, 5 de setembro de 2010

Zero Emissões Austrália

Aqueles Aussies, que há muito enfrentou um ambiente desafiador em uma ilha continente, são um povo de mentalidade prática. No entanto, alguns parecem acreditar que faz sentido apontar para o sonho aparentemente impossível de uma economia livre de emissões.

Carbono Zero na Austrália, estacionária Plano Energético, um roteiro de dez anos para 100% de energias renováveis, de Zero Emissões Beyond (BZE) e acadêmicos da Universidade de Melbourne, argumenta que a tecnologia já está disponível comercialmente e que não existem barreiras técnicas de prevenção da Austrália implantação da infra-estrutura necessária ao longo dos próximos dez anos. É um projecto de 100% economia de energia nova que iria transformar a Austrália em um líder mundial no crescente mercado em torno da luta para deter a mudança climática global.




Ninguém duvida da ousadia das ambições BZE mais do que Duncan Currie, um escritor de muito conservadora National Review. Ele descreveu recentemente a proposta de Al Gore em 2008 semelhante para os E.U. para passar para 100% Nova Energia e concluiu que "a promessa de energias renováveis tem sido consistentemente sobrevendido ..." trabalho Currie referenciado pelo matemático Vaclav Smil e petróleo e gás da indústria shill Robert Bryce em discutir essa mudança radical e abrupta longe dos combustíveis fósseis é completamente irrealista.

O papel BZE apresenta uma forte lembrança do porquê de tais ambições são, em primeiro lugar, urgente. Enquanto os líderes mundiais, capturado pelas exigências da política eleitoral e curiosidades da mídia, têm permitido negam a trombeta mentiras sobre o clima que está mudando à vista, a concentração de gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera atingiu 390 partes por milhão (ppm ), embora os cientistas do clima franco dizer qualquer coisa acima de 350 ppm anuncia os piores impactos.

Currie tese básica é que as mudanças de um tipo de dependência de energia para outro de madeira (para carvão, do petróleo) sempre tiveram décadas. Ele não consegue provar que não essa transição pode ser feita mais rapidamente, só que não foi feito rapidamente. Talvez, BZE e Gore poderia responder, nunca houve tanta urgência.

Além disso, a repetição de todo Currie Bryce fátuo "homem de palha" Os argumentos são inúteis. Petróleo surgiu em meados de 1800, mas não substituir o carvão em os E.U. até 1950, diz Currie e Bryce. Isso é direito, porque o óleo é para o transporte, que obteve apenas a disponibilidade generalizada e dominante de consumo de energia moderna em meados do século. O carvão foi e é para aquecimento de edifícios e geração de energia elétrica, tem que continuar a sustentá-la. aumento do petróleo, dizem Currie e Bryce, foi impulsionada principalmente pela revolução do automóvel e as necessidades militares da Segunda Guerra Mundial. Exatamente, o que demonstra que pode ser feito quando há uma necessidade urgente de uma mudança na dependência energética.

Um pouco lembrados fatos históricos desde o início da Segunda Guerra Mundial é profundamente revelador. Depois de U-boats alemães começaram a afundar navios carregados de petróleo a partir dos portos da costa do golfo de grandes centros populacionais Nova Inglaterra, os E.U. só foi capaz de aproveitar a abundância de petróleo do Texas e da Califórnia por causa de um esforço heróico para construir - unimaginably rapidamente - Big Nails e Little polegadas, um par de dutos que liga o Sudeste ao Nordeste profundo. A necessidade levou a energia para fazer o que se pensava anteriormente inatingíveis. Necessidade pode ser, para cunhar uma frase, a mãe de uma transição energética.



Para a Austrália para fazer a transição para a Nova Energia 100%, seria necessário obter 40% de sua energia a partir da energia eólica. BZE calcula que em 23 instalações com 2000 para 3 000 megawatts (MW) cada. Seria também necessário obter 60% de sua energia a partir da energia solar concentrada (CSP). que seria de 12 usinas de energia solar, cada um com capacidade de 3.500 MW. Estas são tecnologias já provou ter capacidade, na Austrália, e para ser custo-efetivo e escalável de sites atualmente produtoras de todo o mundo. O relatório chama para fazer o backup dessas fontes de energia com fontes de geração hidrelétrica e biomassa.

Cada planta CSP teria uma capacidade de armazenamento de 17 horas e bens da Austrália, a energia eólica poderia estar produzindo pelo menos 15% do tempo. já existentes na Austrália recursos hidrelétricos e as plantas de biomassa, co-fired com as usinas CSP, seria mais que suficiente para exigências. Tanto para o Currie e Bryce chamada intermitência incurável Novas Energias. Entendido pessoas compreender a novas energias não são intermitentes, mas variável, e variabilidade pode ser gerenciado.

O relatório prevê o investimento necessário para a Austrália para fazer a transição para uma nova economia de energia poderia ser pago integralmente, com receitas de electricidade a retalho, se o preço foi aumentado ~ 6,5 centavos de dólar por quilowatt-hora (kWh) em 2020. Esta é ~ $ AU420 por família por ano, ou US $ AU8 por família por semana, em 2020. O aumento do preço da electricidade da Austrália em um sistema normalizado business-as-usual (BAU) cenário é aproximadamente a mesma.

Não surpreendentemente, o calcanhar de Aquiles da Nova Energia em os E.U. e no mundo seria também um fator na realização do roteiro BZE: O plano não poderia funcionar sem nova transmissão adequada. Currie e Smil descreveu a necessidade de uma enorme quantidade de nova transmissão que fazem a 100% Nova Energia idéia bastante improvável. Esse é também o que muita gente pensou na praticidade de construção rápida de gasodutos para levar o petróleo do Texas a Nova Inglaterra, no início da II Guerra Mundial. É incrível o que um sentimento nacional de urgência pode realizar.
Como para os australianos, eles simplesmente não parecem compreender a idéia de limites. Esse é o tipo de pessoas que fazem grandes coisas, hein?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Burning Brazil: Lula and Dilma lung

In Goiás, the Emas National Park had 90% of the area burned, while the National Park of Araguaia, Tocantins, fighting the fire lasts nearly a month. Indian lands burn out of control. Only on this day September 3, 116 protected areas of the country record fires, according to INPE.

The edges in farm areas, and fire that comes inside. The recent wave of fires that raged in the southern and central Amazonian Brazil showed that protected areas (PAs) are vulnerable during periods of extreme drought. It also showed that the government and public agencies to combat and prevent the fire have disabilities and are not prepared for large wildfires.



"Out of the Prevention of Fire in the States, there are more who do covers and make a fundamental step in the planning, which are precisely the plans to prevent and combat," says a servant of the Ministry of Environment who asked not to be identified.

Held in 2008, the division of IBAMA was done on paper, but seems not to be fully consolidated. She may have been a cause of the lack of preventive action - according to some analysts pointed ears for comment. And this year, the system is being put to the test with the Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation (ICMBio) captaining the first time without the aid of Prevfogo preventing and fighting fires. "Before the separation of the two bodies, there was an integrated center, specialized, experienced people," says a servant of the organ, who worked on PrevFogo and also asked not to be identified.

The parks and reserves of the country, managed by ICMBio, were in part without the structure of PrevFogo, which this year had as a priority aid to municipalities and critical task of combating all forms of forest fire. The PAs were with the brigade - who were hired and trained.
However, no prevention work, says the agency servers. "The fire lines," cites the example of the employee "should be arranged several months in advance, otherwise does not stop a forest fire." These tasks will take at least six months of the year - and not the few weeks that takes the fire to roast the park.

In recent years, the Environment Ministry has been implementing a series of forums aimed at integrating the forces directly involved with the issue of fire in various spheres of government. It lacked, however, integrate the teams of their own ministry after separation of the two institutes.



Bureaucracy

The release of funds to fight the fire only occurs now in full emergency. The announcement by Minister Izabella Teixeira on the allocation of tens of millions of dollars to fight only proves immediately that it was not for want of money a policy of fire prevention in conservation units and indigenous lands did not leave the paper.

"What impresses me most is the contrast between the poor working conditions of environmental agencies and the mountain of money is spent in emergency situations. If 1% of £ 48 million had been invested in prevention and equipment of agencies that operate in Tocantins, surely the damage would be incomparably less, "he said in comments reported on ((o)) echo, environmental analyst Araguaia National Park , Raoni Japiassu. "I hope that this whole mountain of resources available at the beginning of the year when we all begin work to prevent fires."

In the last week of August, the Environment Ministry released daily briefings, held a press conference to a series of press conferences and faced the fact that the fire in the UCs with gravity. Entered the field planes, helicopters and hiring hundreds of firefighters to combat wildfire. Expensive measures, though effective against calamity.

Little is explained, however, the institutional deficiencies. The drought was predictable - the Ministry has an agreement with the National Institute for Space Research, with reports on weather and location of hotspots. With it came the fire. A number of measures could have been taken to prevent from spreading so as to burn almost an entire national park - the case of Emas - like the construction of firebreaks, which are cuts in the woods that would prevent the flames from spreading.



The fires are almost entirely criminal, as evidenced in Emas where he had found human footprints in places where the fire started, and government agencies has sought the enforcement through fines and criminal proceedings. The problem is that many conservation areas, as well as indigenous lands are invaded, or were demarcated without the regularization take care of unemployment.

Indian lands were 13% of the total area burned in the last month. Many indigenous peoples, such as the Xavante, the Bororo and opinions, use fire as a custom of their traditions. Collective hunts, where the fire used to burn the surrounding forest and animals in general are linked to cosmological situations, and are tools for weddings and traditional festivals.

Often, however, are the fireworks the neighbors that encroach on Indian lands. "It's burning everything, without control. But do not know if it was our fire, traditional or farmers, as it is mixed, says the chief Supretaprã, Indian Land Pimentel Barbosa. There's combat brigades, and so little workshops were prepared for, among Indians, instruct them about the threat of drought to come, and could be overwhelming.

Draws attention to an experience drawn from the people and mynky Irantxe, who also occupy an area of Cerrado and Amazon transition in Mato Grosso, may be a reference. The PrevFogo IBAMA in partnership with Funai local, organized a series of workshops with the Indians, discussed the traditional methods of use of fire, built fire lines and strategies to prevent an uncontrolled fire in the dry season. The result is that this drought has not been burned in these territories.