segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Empréstimos Agrícolas saltam no Brasil, será que o Desmatamento na Amazônia acompanhará?


Empréstimos Agrícolas saltam no Brasil, será que o Desmatamento na Amazônia acompanhará?

Com os preços das commodities em alta, os empréstimos para os agricultores Brasileiros para tratores, colheitadeiras e arados atingiu 8.2 bilhões de reais ($4.8 bilhões) para o período de Julho a Novembro de 2010, um aumento de 64 por cento desde o mesmo período do ano passado e ao passo mais rápido desde 2004.


O Banco do Brasil, o maior banco de posse estatal do país e o maior financiador agrícola, impulsionou empréstimos para bens de capitais agrícolas em 38 por cento para os primeiros cinco meses de safra. O aumento foi o maior desde 2004. Sobretudo, os empréstimos agrícolas cresceram 29 por cento para $49.8 bilhões nesta safra.

A noticia que os empréstimos agrícolas estão aumentando não é surpresa. Os mercados de commodities estão super em alta: os preços da soja e do açúcar aumentaram mais de 30 por cento no ano passado, enquanto a carne subiu 25 por cento e o preço do café saltou 60 por cento. O Brasil é o maior produtor de cana de açúcar do mundo, café e gado e só perde para os Estados Unidos para a produção de soja.

Mas o aumento de empréstimos para o setor Agrícola pode aumentar as preocupações ambientais, particularmente com a Floresta Amazônica e o Cerrado, uma vasta savana que circunda a fronteira da Amazônia e é a área primária da expansão para agricultura.



A produção de commodities é um condutor chave do desmatamento na Floresta Amazônica Brasileira e a ultima vez que houve aumento de empréstimos tão rápidos foi em 2004, um ano quando o desmatamento na Amazônia Brasileira alcançou 27.772 quilômetros quadrados, o segundo maior nível já registrado (em 1995 29.059 quilômetros quadrados foram desmatados). Análises divulgadas mais cedo este mês pela Imazon, uma Ong, descobriu que o desmatamento, que é freqüentemente um precursor para o total desmatamento, tem aumentado agudamente nos meses recentes. A degradação este ano tem sido exacerbada por uma seca severa, que tem chegado aos mais baixos níveis dos rios a Bacia Amazônica já registrados. A seca tem transformado vastas áreas da Amazônia em um barril de pólvora, piorando o impacto do desmatamento das terras através de queimadas feitas por rancheiros e agricultores.

No entanto, as instituições de crédito brasileiras colocaram algumas salvaguardas em vigor desde 2004. No ano passado, o BNDES, banco nacional brasileiro para o desenvolvimento, obrigou a uma política de desmatamento zero para a produção de gado. O banco, que empresta mais dinheiro do que o Banco Mundial, agora requer que os frigoríficos mantenham um sistema de rastreabilidade para assegurar que a produção de gado não resulte do desmatamento. O BNDES também lançou um fundo de 1 bilhão de reais ($588 milhões) para financiar projetos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa associados com a agricultura. Enquanto isso, o Banco do Brasil mais cedo este ano anunciou que irá agora requerer que os agricultores que aplicam para o crédito certifiquem a origem de sua soja para assegurar que a produção não venha às custas das áreas ecologicamente mais sensíveis. Bancos privados como o Rabobank também implementaram critérios rígidos para os empréstimos para o setor agrícola.

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